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sábado, 28 de dezembro de 2013

rever amigos

ontem à noite a minha melhor amiga veio à minha casa para estar comigo. dei-lhe o presente que comprei para ela, uma caneca do tico e teco com os respectivos peluches e um pequeno peluche-carteira do stich. ela adoro (mais tarde até disse que fica muito feliz por saber que a conheço tão bem).

contei-lhe do artista e das novidades de lisboa, já não estava com ela há algum tempo. vi-mos uns vídeos nossos antigos e aconteceu uma cena que fez-me rir como já não me ria há meses, ela até deitou-se no chão a rir-se.

basicamente aconteceu algo no vídeo que a fez dizer algo e um segundo depois, ela no vídeo diz exactamente a mesma coisa! foi perfeito. 

depois fomos tomar um café com a D, J e mais amigas nossas. foi fixe para revê-los. antigamente saiamos todas as semanas e agora raramente nos vemos.. a vida evolui mas não podemos nunca perder contacto.

quando já estava em casa a minha melhor amiga mandou-me um testamento por sms a dizer que já tinha muitas saudades minhas, gostou muito de estar comigo e que bem há pouco tempo disse ao namorado dela que sentia muito a minha falta e o namorado disse que notava isso, ela andava um pouco mais desanimada. 

antigamente ela tinha-me sempre presente, sabia que qualquer coisa tinha-me logo ao lado tanto para as coisas boas como para as más, saíamos imensas vezes juntos e passávamos momentos muito bons.. agora ela sente que não tem isso.. tal como eu não tenho. 

pode ser que ela no futuro vá para lisboa também, pelo menos sei que ela gostava.


dos meses em que estou em lisboa noto que o que faz-me mais falta aqui do norte nem é muito a família, apesar de gostar muito deles nunca fui muito apegado a eles, não sei, sempre houve uma pequena distância estranha que não sei explicar que faz-me não sentir aquela necessidade e aquela saudade como vejo muitas pessoas a sentir da família.. o que faz-me mais falta é mesmo a minha melhor amiga. 


por falar nisso, na véspera de natal falei com o meu melhor amigo e disse-lhe tudo o que achava e falamos do nosso afastamento e ele deu-me razão.

disse que falhou nos últimos tempos, tanto por poucas vezes falar comigo como em não estar comigo. pediu-me desculpa e que não queria nunca afastar-se de mim.

mas depois também contou-me os problemas dele na nova cidade dele, como se sente sozinho.. como conheceu um rapaz e esse rapaz tornou-se quase uma obsessão para ele pois é a única coisa boa que ele lá tem, o único amigo, a única escapatória da solidão. 

fiquei com pena dele mas ele também nunca falou comigo nem procurou-me sobre isso.. ele sabe que a nossa amizade serve para essas coisas também.. a distância física não dava para encurtar mas pelo menos tinha-me para ouvi-lo e falar com ele.

mas daqui para a frente as coisas vão voltar ao normal, nunca tive dúvidas disso.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

eu sei, é passado .18,5

depois de muito combinar, lá fui com mais três amigos passar uma semana a madrid, eu, o j, o namorado da minha melhor amiga e um dos meus amigos de loures. o grupo mais improvável de sempre mas foi mesmo fixe.

o j e o namorado da minha melhor amiga tinham estudado juntos, o meu amigo de loures conhecia-me a mim e ao j por ir passar férias lá ao norte com a prima, que é uma amiga nossa, o ex da minha melhor amiga e o meu amigo de loures conheceram-se num rock in rio.

chegamos a madrid, metro para o centro da cidade. saio do metro e noto que já não tinha a carteira comigo. obrigado carteirista! ainda nem tinha visto a luz do dia e já tinha sido roubado! quase não tinha dinheiro na carteira mas tinha comprado a mesma há duas semanas e claro, perdi os cartões todos!

a minha sorte é que o namorado  da minha melhor amiga tem uma prima que trabalha no meu banco, ligou logo para ela, ela cancelou os cartões e passou dinheiro meu para a conta dele, assim ele passaria a ser o meu banco.

o hostel era baratinho mas era mesmo fixe! tínhamos um quarto só para os quatro e o ambiente do hostel era muito bom! na primeira noite saímos com umas trinta pessoas de as mais variadas nacionalidades, conhecemos pessoas de nova iorque, texas, londres, alemanha, frança, india, italia, rússia, israel, brasil, venezuela, etc! tudo menos espanhóis. ah, e um português que foi sozinho para madrid passar uns dias e dinamizou aquilo tudo pois começou a falar com pessoas de todos os lados.

foi óptimo para treinar o meu inglês pois estava um pouco enferrujado. na primeira noite falei muito com umas raparigas americanas bem giras. mas como ainda era a nossa primeira noite, ainda tínhamos pouca confiança. 

a nossa filosofia era acordar sempre o mais tardar às onze, ir almoçar em qualquer sítio barato e passar o dia todo a passear, sempre sem usar o metro pois andando a pé é que podemos realmente conhecer a cidade. corremos todos os museus, o que mais gostei foi o museu da reina sofia por causa principalmente das obras do salvador dali que, apesar de eu não perceber muito de arte, é o meu pintor favorito, fomos até o museu de cera de madrid, é mau demais! 

nós andávamos sempre na palhaçada, no museu de cera andamos a tirar fotos a fazer de conta que lambíamos as mamas da leticia, então éramos sempre atacados por olhares fulminantes dos espanhóis que lá estavam.

nos outros museus, ficávamos muito tempo a olhar para o mesmo quadro, mão a segurar o queixo, dar um ar de culto enquanto com a outra mão comentávamos os pormenores mais ridículos. 

passamos por muitos outros sítios comuns de turistas, palácio real, plaza mayor, catedral, atocha, etc. não fomos ao templo, grande falha.

jantávamos sempre no hostel, eu cozinhava e notava os olhares das outras pessoas a reparar nos ingredientes todos que usava para cozinhar, geralmente a cozinha não mediterrânea é muito mais básica do que a nossa. fomos notando uma clara diferença na hora do jantar com o passar dos dias. no primeiro jantamos sozinhos, no segundo já tínhamos três ou quatro pessoas connosco, no último dia já éramos nós a organizar a saída. 

durante os passeios da tarde, vinham connosco uma brasiileira e um israelita. o rapaz era muito simpático e até fofinho, aprendi imenso sobre a cultura dele. a brasileira era simpática mas não o meu tipo.

no hostel tive grandes conversas com uma outra brasileira, ela era socióloga e então discutimos muito sobre a realidade do brasil, tendo em conta que é um dos países que eu gosto menos e ela foi dando razão ao que eu achava do país. uma das conversas durou umas duas horas! mas aprendi muito sobre brasil. 
tive conversas com umas alemãs giras que foram a madrid de propósito para ver vampire weekend, é uma banda que eu gosto muito.
falei muito com dois venezuelanos sobre futebol, eles até estavam mais ou menos informados sobre o futebol português por causa do matias fernandes que jogava no sporting na altura. 

numa das noites em que saímos só os quatro, ao passar por jovens, dizíamos boa noite a todos, em português e uma vez uns responderam em português também! eram umas cinco raparigas e um rapaz, sentamos-nos ao lado deles e estivemos a conversar com eles bastante tempo, eram do porto e o rapaz parecia-me familiar! (umas semanas depois percebi de onde, ele trabalhava no armazém do chá, um dos meus locais favoritos do porto)

essa noite foi mítica, fomos os quatro para um bar, eles beberam bastante, até absinto preto! a dada altura o j e o meu amigo de loures estavam tão podres que eu e o namorado da minha melhor amiga tivemos de os trazer ao hostel e voltamos a sair os dois. tentamos entrar numa disco mas era muito cara então fomos para a plaza mayor conversar até as tantas. 

quando chegamos ao hostel, o j tinha ido dormir mas o meu amigo de loures estava na sala de convívio.
-amigo de loures: não estás bem a ver o que me aconteceu! a sério!! eu estava ali sentado no sofá a ver tv, mais a dormir do que acordado e de repente sinto uma mão na minha perna, olho para o lado e era um venezuelano (não era nenhum dos que falei sobre futebol, era um horrível), eu digo-lhe logo DUDE, I'M STRAIGHT, DON'T EVER TOUCH ME AGAIN! e fugi dali.

eu e o namorado da minha melhor amiga rimos-nos tanto, mas tanto! eu até chorei de tanto rir com a maneira como ele contou a cena. escusado será dizer que passamos o resto do tempo todo a gozar com ele e ainda hoje é brincadeira corrente. 
no dia a seguir, um dos rapazes americanos contou-nos que o mesmo venezuelano ofereceu-lhe dinheiro para fazer sexo com ele. ok!

o j começou a ficar interessado no israelita, não teve sorte, eu acho que o rapaz era hetero. 
lá conheci um dos rapazes mais bonitos que alguma vez vi, era do texas, moreno, cabelo curto e meio para o ar, bom corpo, olhos expressivos. ele era daquelas pessoas que anda de hostel em hostel a buscar os turistas para os levar para os bares. numa das noites fomos com ele. no primeiro bar, o meu amigo de loures começou a falar muito com o rapaz, e de repente vem ter connosco e diz:
-amigo de loures: hey hey, vocês imaginam a idade do john?
todos nós dissemos que ele teria uns dezoito ou dezanove, apesar de ainda parecer mais novo.
-amigo de loures: vinte e oito! ele tem vinte e oito anos!!

notava-se claramente que até o meu amigo de loures, hetero que é, ficou parvo com a beleza do rapaz, que aparentava ser mais novo que nós!

o engraçado é que depois de falarmos tanto inglês, quando falávamos entre nós os quatro continuávamos a falar em inglês, às vezes até no nosso quarto. fizemos um vídeo brutal de conversas estúpidas antes de dormir. e numa das noites enchemos a almofada do meu amigo de loures de pasta de dentes, ele acordou todo branco!

no último dia eles foram todos visitar o bernabeu mas eu já tinha lá ido uns anos antes então disse que ia comprar lembranças sozinho, mas o meu objectivo era passar pela chueca para ver como aquilo era, para quem não sabe é uma zona gay da cidade. como fui durante o dia, aquilo estava muito calmo, quase sem ninguém mas o que não faltavam era lojas com bandeiras gays a vender desde sextoy's a porn e por aí fora.

na última noite o indiano fugiu para o nosso quarto porque chegou ao hostel um gay americano que estava sempre a pedir ao indiano para deixa-lo fazer-lhe sexo oral. o indiano teve paciência até um certo ponto, quando já só queria andar à porrada com o rapaz e como tal, fugiu para o nosso quarto. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

eu sei, é passado .21

depois do namoro com o r entrei numa fase de negação, dizia que não queria voltar a namorar com rapazes, detestava o mundo gay e a maneira como os rapazes agiam nele. estava mesmo farto. queria uma vida normal, queria conviver com pessoas normais.

então andei uns meses em que só ia conhecendo poucos rapazes e se me sentisse bem, até podia querer algo mais, alguma diversão, mas nunca uma relação.

este foi um dos meus melhores verões, muitos festivais, foi um ano em que vi mais de 40 bandas ao vivo. 
fui inclusive a paris para ver uma das minhas bandas favoritas de propósito com o namorado da minha melhor amiga. festas atrás de festas, muita praia e piscina na casa do j com todos os meus amigos.

fui acampar ao gerês com amigos da minha terrinha e foi brutal. éramos 5 rapazes, sendo um deles o j. quando íamos tomar banho começávamos a ter conversas super gays entre nós todos só para ver a reacção das pessoas. 
-adorei a noite passada contigo, foi mesmo bom. essa tua pila, ui. logo quero mais.
mal eles imaginavam que haviam dois rapazes bi/gays lá no meio.

conheci um rapaz que era enfermeiro, bastante simpático, saí algumas vezes com ele.
também andei algum tempo a falar com um rapaz até que um dia ele disse-me que era prostituto e eu fiquei tipo :o ele tinha 18 ou 19 anos.. disse-me que queria estar comigo porque também podia divertir-se fora do trabalho com as pessoas que gostava.. xau amigo, xau xau.

no inicio de agosto um rapaz começou a falar comigo, eu achava-o muito sem sal, não me cativava minimamente mas ia respondendo mas sem grande entusiasmo

foi também nesta altura que conheci o l, um dos meus melhores amigos de agora. gostava mesmo muito de falar com ele e queria conhece-lo mas tal não aconteceu tão cedo, então fomos sempre mantendo uma amizade virtual, coisa que nunca me dei bem. não consigo ter amizades virtuais mas aqui, foi-se mantendo.

mas a meio de agosto conheci um rapaz de braga, o z. ele para além de giro era interessante. saímos muitas vezes, passeávamos, ficávamos a conversar em esplanadas sobre a lua e depois íamos para o carro fazer algumas brincadeiras, nunca fizemos sexo. mas eu estava a começar a gostar dele.. estava a ir contra a minha ideia de nunca mais namorar com rapazes, notasse que era uma ideia mesmo de passagem.

o rapaz aborrecido lá me falou de uma festa em ponte de lima, as feiras novas. então fui às festas com mais amigos meus e foi brutal! apesar da minha melhor amiga andar a chorar pelos cantos por causa do namorado. durante a festa nem sequer me lembrei do tal rapaz pois ele também andava por lá mas o meu interesse por ele era zero.

mas quando saíram as colocações do ensino superior, o z foi colocado em medicina em lisboa.. fiquei triste pois ele ia para longe. e quando chegou a lisboa deixou de me responder às sms e a não falar comigo.. ok.

quando começou o ano escolar, voltei para a minha casa no porto, a amiga da minha ex saiu de casa e entrou para lá um rapaz que curiosamente era gay. ele e a minha ex deram-se logo muito bem. o rapaz era simpático mas não era muito limpo.. o quarto dele cheirava mesmo mal. 

entretanto, o rapaz aborrecido também vinha para o porto tirar o mestrado então ia sempre falando comigo a dizer para combinarmos algo, e um dia acabei por ceder
foi a 27 de setembro que conheci o único rapaz que amei.

terça-feira, 11 de junho de 2013

eu sei, é passado .17

o meu primeiro namorado. que eu nem considero bem namorado pois 2 semanas de namoro não conta para nada. estávamos a fim de setembro de 2009.

ele nunca tinha estado com um rapaz antes de ter estado comigo e acho que muita da curiosidade dele em estar com um rapaz foi ganha com o convívio de amigos gays da melhor amiga dele.

já não me lembro como é que eu comecei a falar com ele mas acho que um dos amigos gays dele era amigo do j e através dessa ligação eu e ele conhecemos-nos no facebook. ainda falamos bué e ele pareceu sempre um rapaz muito porreiro e um dia, num sábado, combinamos estar juntos.

ele então veio ter comigo e fomos para a minha casa no porto. tivemos a conversar bastante tempo até o primeiro beijo. ele ficou todo envergonhado mas rapidamente se soltou. passado pouco já estávamos sem roupa. ele não se sentiu logo confortável com o sexo mas lá está, é uma questão de conhecimento.

depois desta vez passamos praí um mês em que estávamos juntos todos os fins de semana. ele ia ter comigo à sexta e ficava até sábado, as vezes até domingo comigo. foi nesta altura que frequentei locais gays pois com ele acabei por conhecer os outros amigos e formou-se um grupo porreiro. 

voltando ao rapaz, passado praí um mês de sairmos ele pediu-me em namoro. foi a primeira vez que um rapaz me pediu em namoro, depois da história com o j já tinha percebido que era capaz de namorar com um rapaz e eu estava a gostar deste rapaz então aceitei. nós dávamos muito bem. 

num dos fins de semana, ele ficou em casa dos meus pais comigo então ficou a dormir no colchão gaveta que a minha cama tinha. sem problemas, o mal é que nós tínhamos pensado em acordar quando a minha mãe saísse para o trabalho e ele passava para a minha cama, só para dormirmos abraçados um pouco e eu metia o telemóvel a despertar para antes da minha mãe chegar. problema, a minha mãe chegou e nós ainda estávamos a dormir. já não estávamos abraçados, só a partilhar a cama. 
a minha sorte é que eu sou bom a pensar em desculpas e conheço bem a minha mãe para saber que ela acredita bem em tudo que lhe digo. disse-lhe que tínhamos acordado para beber água, ficamos a conversar e acabamos por adormecer outra vez mas na mesma cama.

a desculpa parece estúpida, se eu fosse um pouco menos masculino ou se não tivesse namorado com uma rapariga poucos meses antes a minha mãe até podia desconfiar um pouco mas zero, para ela foi normal.

uma tarde deixamos a melhor amiga dele bué tempo à nossa espera, ela ficou à porta de minha casa, nós subimos os dois e não deu para resistir, fizemos o que íamos fazer mas antes de sair, beijo atrás de beijo, baixar as calças e era só fazer uma rapidinha, pensamos nós. mas rapidinhas não prestam.. começamos encostados à porta de saída, acabamos no chão do meu quarto. coitada da miúda, mas acho que ela percebeu claro.

duas semanas depois de ele me pedir em namoro, disse-me que não queria namorar isto porque queria conhecer o mundo, ainda era novo para se prender logo no primeiro rapaz, e também se queixou da distância. eu não gostava ainda assim tanto dele, epá, conhecia-o há um mês e meio, então não fiquei muito magoado. contínhamos a sair durante um mês com o grupo mas já sem termos nada. 
mas passado pouco tempo ele começou a namorar com outro rapaz, ainda por cima da minha cidade. ok! aqui fiquei chateado e desde então não falei mais com ele. até tenho curiosidade de falar com ele e ver como ele está agora, mas o orgulho, o orgulho é aquela cena que não me permite. 

quanto ao grupo de amigos, passei alguns bons momentos com eles, as minhas melhores amigas saíram várias vezes connosco e adoravam-nos
tal como agora, eu não gostava da noite gay mas na altura como era onde aquele pessoal ia, acaba por ir algumas vezes com eles. mas houve uma noite em que fui eu, a minha melhor amiga, a minha ex namorada e dois dos rapazes do grupo ao pride e epá, a noite foi épica. não pelo sítio em si, mas porque nós divertimos-nos mesmo muito!

pouco depois deixei de frequentar esses sítios mesmo o pessoal indo, não gostava. nunca conheci ninguém num sítio gay, nem queria, se alguém metesse conversa comigo eu era capaz de o mandar dar uma volta. desde 2009, só fui mais quatro ou cinco vezes para alguma noite gay, sendo que a última vez foi em 2011.

domingo, 9 de junho de 2013

o telemóvel hoje não teve descanso

hoje entreguei à minha melhor amiga a fita que eu e o meu melhor amigo escrevemos para ela. ela adorou o retrato que o meu melhor amigo fez ahah

agora à noite fui sair com a d, o j e outra amiga nossa, a b. mais tarde a minha melhor amiga e o namorado vieram ter connosco. foi fixe, é bom estar com os meus amigos do norte! conversamos bué, a b está um pouco triste porque nós (eu e a d) não vamos ao aniversário dela pois estamos em lisboa, o j está a preparar a ida dele para copenhaga. a minha melhor amiga tem agora os últimos dois exames para acabar o curso e o namorado vai congelar a matricula. talvez amanhã à tarde deva sair com ele e os amigos dele.

a cena é que hoje passei o dia todo, desde que acordei até agora a falar com o hetero. ele tem-se mostrado brutal. não sei se lhe está a nascer algum bichinho dentro dele mas o que é certo é que ele mostra mesmo interesse em falar comigo. e este interesse é estranho pois à partida, ele nunca quis ter nada com rapazes e nunca fala de algo relacionado com isso. tudo conversas muito normais mas boas. ele mostra-se sempre muito fofo mas quando lhe digo que está a ser fofo ele "eu não sou fofo! sou só normal", "um normal como eu gosto" foi o que lhe respondi da última vez que ele disse isso.

ele tem muitas coisas em comum comigo, desde adorar festivais e acampar, viagens e até parques de diversões! o prato favorito dele também é arroz de cabidela e é bastante parvo. ele disse-me que é um pouco inseguro quando está com alguém, eu disse-lhe que isso não é só culpa dele, quem está com ele também tem que fazer com que ele se sinta seguro. 

já lhe piquei uma ou outra vez sobre coisas com rapazes, ele a dada altura perguntou-se se me interesso muito por pessoas, isto é, se me apaixono ou assim e eu disse-lhe que não, é difícil para mim apaixonar-me e perguntei-lhe o mesmo. mas depois disse perguntei-lhe se alguma vez se interessou por rapazes. "não, acho que não" disse-me ele. esse "acho" mostra que não é uma hipótese completamente posta de parte.

ele faz abdominais e flexões todos os dias e eu disse que também devia fazer. 
hetero: quando for a tua casa vou-te obrigar a faze-los! 
eu: e se eu não fizer, fico de castigo?
hetero: não, de castigo não, mas levas porrada!

já me disse que quer estar comigo, que quer vir jantar a minha casa, eu farei um arroz de cabidela e ele quer vinho tawny escolhido por mim. mas yah, eu não bebo álcool! sei lá qual vou escolher. 
mas entretanto enquanto não puder vir a minha casa eu talvez irei beber um café com ele pela terra dele.

ele passa a vida a pedir desculpa, tipo "desculpa a demora a responder mas estava a jantar" ou "desculpa, se tiveres ocupado não te quero chatear" e eu já lhe disse para não me pedir desculpa por tudo, que me peça desculpa quando fizer algo de mau, de resto quero que ele se sinta à vontade comigo.


entretanto também falei um pouco mais com o t sobre nós, a sério, eu tentei, tive mais ou menos mês e meio com ele mas não me apaixonei, não tenho culpa sobre isso. nunca senti aquela saudade boa dele, nunca pensei nele mal acordei ou antes de dormir. eu tentei, a sério que sim. e ele merecia muito mais de mim. custava-me sempre que ele me dizia algo fofo e eu não lhe conseguia responder da mesma maneira pois se há coisa que eu não consigo é ser falso e dizer algo que não sinto.
ele hoje disse-me que tinha esperança que o meu sentimento fosse mudar com o tempo e que sabia que eu conseguia faze-lo muito feliz. custa-me isto pois o rapaz é muito bom, provavelmente foi o melhor rapaz para mim que eu estive até agora, mas algumas coisas não foram a favor dele, ele apareceu numa altura em que eu estava partido pelo o meu ex amiguinho, numa fase em que me apetecia tudo menos relações e em que o meu coração simplesmente não activou. não posso forçar nada, não posso pensar que o sentimento irá aparecer algum dia e acabar por magoar-lo muito mais e magoar-me a mim também. eu não quero afastar-me dele, claro que provavelmente vou ter que o fazer para o bem dele, pelo menos por uns tempos, mas acho simplesmente que será melhor para nós manter-nos por uma amizade, uma das boas mas sem bonús. 
tive alturas em que quem me dera ter alguém como ele.. apesar de não ser nada católico, a expressão "deus dá nozes a quem não tem dentes" é bem verdade.